Belo Horizonte ganha, nesta quarta-feira (12), uma nova oportunidade de olhar para a própria cidade através da arte de Raquel Bolinho. A artista mineira, conhecida pelo personagem em formato de cupcake que se espalhou por muros, fachadas e viadutos, apresenta sua trajetória no Palácio das Artes.

A exposição faz parte de um movimento que vem aproximando a produção de Raquel dos espaços institucionais de arte. Em 2026, o Palácio das Artes completa 55 anos e já recebeu, desde março, uma série de intervenções da artista: até outubro, Raquel foi convidada a criar oito Bolinhos no complexo, representando artistas que ajudaram a construir a história do espaço. (Hoje em Dia)
Criado em 2009, o Bolinho nasceu quando Raquel, então estudante de Letras da UFMG, começou a se aproximar do grafite e buscou uma linguagem própria para ocupar as ruas. A paixão por doces acabou virando personagem e o personagem rapidamente ganhou vida própria. Hoje, os Bolinhos fazem parte da paisagem de Belo Horizonte e também chegaram a cidades brasileiras e outros países. (Hoje em Dia)
O que começou nos muros se transformou em uma identidade visual reconhecida por diferentes públicos. Com cores vibrantes, humor e uma estética imediatamente identificável, o trabalho de Raquel ajudou a aproximar a arte urbana do cotidiano de quem talvez nunca entrasse em uma galeria.
E é justamente essa trajetória que torna a presença do Bolinho no Palácio das Artes simbólica. A personagem que nasceu nas ruas passa a ocupar um dos principais espaços culturais de Minas Gerais, criando uma ponte entre o grafite, a cultura urbana e a arte institucional.
A relação de Raquel com museus e instituições não é nova. Em 2023, o Bolinho ocupou o Museu de Artes e Ofícios, em uma exposição que marcou a primeira presença da personagem em um museu. No ano seguinte, o Museu Mineiro recebeu a celebração dos 15 anos do personagem, com infláveis gigantes, live painting, oficinas e outras ações. (Culturadoria)
Agora, no Palácio das Artes, essa história ganha mais um capítulo.
Mais do que apresentar um personagem famoso, a exposição reforça a importância de reconhecer a arte urbana como parte da identidade cultural de Belo Horizonte. Afinal, antes de chegar às galerias, o Bolinho já estava onde a cidade acontece: nas ruas, nos caminhos cotidianos e no olhar de quem passa.
Raquel Bolinho transformou um cupcake em personagem. A cidade transformou o personagem em símbolo. E agora o Palácio das Artes abre espaço para contar essa história.








