De Foo Fighters e Elton John a Stray Kids, Maroon 5, Calvin Harris e Twenty One Pilots, a edição de 2026 transformou mais uma vez a Cidade do Rock em um encontro entre diferentes cenas da música global.

O Rock in Rio 2026 encerrou neste domingo (13) mais uma edição no Rio de Janeiro. Realizado nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro, o festival ocupou a Cidade do Rock durante sete dias com uma programação que atravessou rock, pop, eletrônico, R&B, K-pop, funk, rap e diferentes vertentes da música brasileira.
A abertura deixou clara uma das principais propostas desta edição: colocar diferentes gerações lado a lado. O Foo Fighters comandou o primeiro dia, acompanhado por Rise Against, The Hives e Nova Twins no Palco Mundo. No sábado (5), o peso continuou com Avenged Sevenfold, Bring Me the Horizon, Machine Gun Kelly e Sepultura.
No dia seguinte, o festival mudou completamente de frequência. Calvin Harris assumiu o posto de headliner de uma programação que ainda reuniu Black Eyed Peas, Nelly, Ne-Yo, BaianaSystem e um encontro do Jota Quest com a obra de Tim Maia.
DO ROCK AO K-POP
Talvez nenhum momento represente melhor a amplitude atual do Rock in Rio do que a sequência de headliners escolhida para 2026.
Depois de Foo Fighters, Avenged Sevenfold e Calvin Harris, o festival recebeu Elton John no dia 7, em uma programação que colocou o britânico ao lado de Gilberto Gil e Jon Batiste.
Na segunda semana, foi a vez do Stray Kids ocupar o Palco Mundo, acompanhado por Alok, HWASA e NEXZ. O dia também levou Jamiroquai e PJ Morton ao Sunset, reforçando o cruzamento entre K-pop, música eletrônica, soul e R&B dentro da mesma Cidade do Rock.
O sábado (12) colocou Maroon 5, J Balvin, Demi Lovato e Pedro Sampaio no Mundo, enquanto Mumford & Sons, João Gomes com Orquestra Brasileira e Gilsons com Daniela Mercury e Olodum ocuparam o Sunset.
Para fechar a edição, Twenty One Pilots liderou o último dia, que ainda reuniu Halsey, Lola Young e Ivete Sangalo no principal palco. Zara Larsson, Marina Sena com Céu e Joelma com Viviane Batidão apareceram entre os destaques do Sunset.
UM FESTIVAL CADA VEZ MAIOR QUE O ROCK
O nome continua sendo Rock in Rio, mas há tempos o festival deixou de depender de uma única definição musical.
Em 2026, essa transformação ficou especialmente evidente.
De Sepultura a Stray Kids. De Elton John a J Balvin. De Gilberto Gil a Halsey. De Jamiroquai a MC Cabelinho. A programação colocou cenas que dificilmente dividiriam o mesmo evento em outros contextos dentro de uma estrutura que hoje funciona como um grande retrato da cultura pop.
Além dos shows, a Cidade do Rock também se consolidou como plataforma para moda, produtos, tecnologia e experiências de marca. Mais de 90 empresas participaram da edição, distribuídas por mais de 100 ativações, enquanto a expectativa era receber aproximadamente 700 mil pessoas durante os sete dias.
O resultado ajuda a explicar o lugar ocupado pelo festival quase quatro décadas depois de sua estreia.
O Rock in Rio 2026 pode até carregar o rock no nome, mas sua escala atual aponta para algo mais amplo: um encontro entre música, entretenimento e comportamento capaz de colocar públicos completamente diferentes dentro da mesma Cidade do Rock.
Sete dias, dezenas de cenas e uma edição construída para atravessar gerações.


