Em nossa edição de setembro, o Coruja fala sobre saúde mental, luto, identidade e a pressão de viver em um mundo que insiste em dizer quem devemos ser.
Gustavo Vinícius Gomes de Souza, o Coruja, aprendeu cedo que a vida poderia ser dura. Nascido em Osasco, viu violência ainda criança, perdeu o pai na adolescência e precisou encontrar dentro de si a segurança que antes encontrava nele.
Foi na música que encontrou uma forma de elaborar tudo aquilo que não conseguia dizer.
“Eu encontrei na escrita um amigo que eu não tinha.”
O rap começou como desabafo antes de se transformar em carreira. E essa relação entre criação e sobrevivência atravessa boa parte da trajetória de Coruja. Em determinado momento, uma mensagem de um fã que enfrentava depressão e que dizia encontrar nas músicas uma razão para continuar vivendo fez o artista repensar sua própria relação com a música.

Para ele, a saúde mental também passa pela maneira como a sociedade nos ensina a viver.
“Eu acho que a gente vive um mundo que ele tem de empurrar as pessoas a pensarem igual, a se comportarem igual e a não ter a individualidade de cada um.”
O resultado é uma geração cada vez mais distante de si mesma, pressionada pelo trabalho, pela produtividade e pela necessidade constante de corresponder a expectativas.
FOTOS BACKSTAGE: ARTHUR ALVES
Coruja resume essa busca de uma forma direta: “Eu acho que a gente vive uma geração que o principal tem sido se encontrar.”
E talvez esse seja o ponto central da conversa: sofrer não deveria ser uma condição permanente — e encontrar quem você é não deveria ser um luxo.
Notorious Fish
Ficha Técnica
Apoio: Wake Studio
Direção Criativa: Diego Ruahn / Executiva de Branding: Mariana Sampaio / Produção e Styling: Aline Calamita / Direção de Fotografia: Arthur Alves / Maquiagem: Yasmin Ribeiro / Fotos: Diego Ruahn




























