No novo episódio do YRY Cast, Gustavo Giglio conversa com Diego Ruahn sobre cultura, comportamento, música, cinema, relações e os desafios de encontrar relevância em um mundo onde temos acesso a praticamente tudo.
Consultor, estrategista e criador de conteúdo, Gustavo Giglio construiu uma trajetória atravessada por diferentes territórios da cultura. Hoje, divide seu tempo entre a Giglio Consultoria e Conteúdo, projetos de mentoria e comunidade, sua marca Coffee Hunter e outros trabalhos ligados às suas paixões e áreas de atuação.
No YRY Cast, porém, a conversa parte menos de cargos e projetos e mais de uma pergunta maior: como viver e escolher em um momento em que tudo parece estar mudando ao mesmo tempo?
Para Giglio, atravessamos uma fase decisiva, marcada por transformações na tecnologia, política, saúde e comportamento. Em vez de buscar verdades absolutas, o desafio talvez esteja em compreender as mudanças e decidir para quais caminhos queremos olhar.
QUANDO ACESSO DEMAIS PEDE CURADORIA
A música ajuda a traduzir esse cenário. Se antes veículos como MTV e rádio exerciam um papel determinante na descoberta de novos artistas, hoje praticamente qualquer música está disponível instantaneamente.
O paradoxo é que ter acesso a tudo não significa necessariamente descobrir mais.
Durante a conversa, Giglio aponta justamente a falta de curadorias capazes de organizar esse excesso. Os algoritmos podem apresentar novos artistas, mas mergulhar verdadeiramente em uma discografia exige algo cada vez mais disputado: tempo e atenção.
Essa mesma discussão atravessa o cinema. Apaixonado pela experiência da sala escura, Giglio fala sobre como celulares, conversas e novos hábitos de consumo vêm alterando a relação coletiva com os filmes. Para ele, assistir em casa pode oferecer conforto e qualidade, mas não substitui completamente a imersão da tela grande e a experiência compartilhada com outras pessoas.
“TEMPO É QUALIDADE. TEMPO É VIDA.”
Talvez um dos pontos mais pessoais do episódio apareça quando a conversa deixa as telas e chega às relações.
Giglio fala sobre fazer uma espécie de “curadoria de pessoas”: entender quem deseja manter por perto, onde quer investir sua energia e quais relações ainda fazem sentido. Com o passar do tempo, permanecer conectado a alguém apenas por história ou afeto pode não ser suficiente quando as pessoas caminham em direções completamente diferentes.
É nesse momento que surge uma das frases que sintetizam o episódio:
“Tempo não é dinheiro. Tempo é qualidade. Tempo é vida.”
Mais do que produtividade, a discussão é sobre presença. Escolher pessoas, experiências, músicas, filmes e projetos também significa escolher onde colocar uma parte limitada da própria vida.
Entre cultura pop, comportamento, relações humanas e identidade brasileira, o novo episódio do YRY Cast é uma conversa sobre escolhas em uma época de excesso.
Porque talvez o desafio contemporâneo já não seja ter acesso.
É saber para onde olhar.

