YRY CAST

BEATRIX BORTOLAI DISCUTE FAMA, INFLUÊNCIA E RELEVÂNCIA CULTURAL NO YRY CAST

No quarto episódio do YRY Cast, Aline Calamita conduz uma conversa com Beatrix Bortolai, fundadora da CULTED, sobre gestão de talentos, posicionamento, autenticidade e o que realmente sustenta uma carreira em uma indústria guiada por números.

Ter milhões de seguidores significa ser relevante? Para Beatrix Bortolai, fama, influência e relevância cultural são conceitos diferentes — e entender essa diferença se tornou fundamental para construir carreiras capazes de permanecer.

No YRY Cast #04, conduzido por Aline Calamita, Beatrix revisita os 15 anos de trajetória que começaram no audiovisual, passaram pela gestão artística de Cleo e culminaram na criação da CULTED, empresa que nasce com três pilares: curadoria, relevância cultural e posicionamento.

Para ela, não existe uma fórmula capaz de ser aplicada a todos os talentos. O ponto de partida está justamente no contrário: identificar aquilo que uma pessoa possui de singular e potencializar essa identidade.

FAMA NÃO É RELEVÂNCIA

Um dos principais momentos da conversa surge quando Beatrix separa três conceitos frequentemente tratados como sinônimos.

Fama é reconhecimento. Influência é capacidade de gerar impacto. Relevância cultural aparece quando esse impacto ganha significado, profundidade e permanência — podendo, eventualmente, se transformar em legado.

Essa visão também muda a maneira de olhar para números.

Seguidores e alcance continuam fazendo parte da equação, mas Beatrix percebe um mercado cada vez mais atento à autenticidade, à comunidade e à conexão real que um talento estabelece com seu público.

“A comunidade não precisa ser gigante. Não é sobre o tamanho para construir essa relevância cultural. É sobre o tamanho do impacto que você causa nela.”

QUANDO DIZER “NÃO” TAMBÉM CONSTRÓI UMA CARREIRA

Ao longo do episódio, a conversa também passa pela pressão para que artistas se transformem em produtores de conteúdo.

Para Beatrix, essa não deveria ser uma obrigação. O digital precisa funcionar a favor do artista — e não fazer com que sua obra e identidade passem a existir em função das plataformas.

O mesmo princípio aparece nas oportunidades comerciais. Nem toda visibilidade gera valor e nem toda receita necessariamente contribui para uma carreira. Escolher marcas, projetos e movimentos culturais exige entender as consequências que cada associação pode gerar no longo prazo.

No fim, a palavra que atravessa boa parte da conversa é coerência.

Em uma indústria onde algoritmos, formatos e tendências mudam constantemente, Beatrix defende a construção de uma identidade capaz de permanecer mesmo quando o mercado muda.

“A permanência está muito interligada com a coerência.”

No YRY Cast #04, Aline Calamita e Beatrix Bortolai discutem o que existe por trás da construção de uma carreira — e por que, em uma época obcecada por visibilidade, talvez o verdadeiro valor esteja menos em ser visto por todos e mais em representar algo para alguém.

Comments are closed.

0 %