As imagens de um casal no topo do Empire State Building, em Nova York, correram o mundo nesta semana. O que parecia uma cena de cinema era, na verdade, mais um capítulo da trajetória de Angela Nikolau e Ivan Beerkus, dois dos “rooftoppers” mais conhecidos do planeta.

Sem equipamentos de segurança, os dois escalaram ilegalmente a antena do edifício de 443 metros de altura, estenderam uma faixa com a frase “Quando o poder do amor supera o amor pelo poder, o mundo conhece a paz” e, logo depois, Ivan pediu Angela em casamento. A ação terminou com a prisão do casal por invasão, invasão criminosa e colocar terceiros em risco.

Mas essa não foi a primeira vez que eles desafiaram os limites.
Dos telhados de Moscou para o mundo
Angela Nikolau cresceu em uma família de artistas circenses e desde cedo desenvolveu habilidades de equilíbrio e acrobacia. Já Ivan Beerkus construiu fama ao escalar alguns dos edifícios mais altos do mundo, registrando tudo para as redes sociais.
Juntos, eles transformaram o “rooftopping” — prática de escalar arranha-céus sem autorização — em um estilo de vida. Ao longo dos anos, registraram expedições em cidades como Xangai, Tianjin, Kuala Lumpur e Los Angeles, acumulando milhões de seguidores e se tornando referências dentro dessa comunidade.
A história virou documentário na Netflix
Em 2024, a trajetória dos dois chegou ao streaming com “Skywalkers: A Love Story”, documentário lançado pela Netflix após estrear no Festival de Sundance.

O filme acompanha sete anos da relação entre Angela e Ivan enquanto se preparam para escalar o Merdeka 118, na Malásia — o segundo prédio mais alto do mundo. Mais do que registrar façanhas em grandes alturas, a produção explora a confiança, os conflitos e os riscos que moldam a relação do casal.
Entre o amor e o perigo
O episódio no Empire State Building mostra que, mesmo após conquistarem reconhecimento internacional, Angela Nikolau e Ivan Beerkus continuam levando sua filosofia ao extremo.
Para alguns, eles são artistas que transformam paisagens urbanas em performances. Para outros, representam o lado mais perigoso da busca por imagens inesquecíveis.
Independentemente da opinião, o casal segue ocupando um espaço único na cultura contemporânea, onde aventura, redes sociais, cinema e arte se encontram — sempre a centenas de metros do chão.





