O Brasil está nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, mas a classificação veio da forma mais difícil possível. Em Houston, a equipe de Carlo Ancelotti venceu o Japão por 2 a 1, de virada, com um gol de Gabriel Martinelli nos acréscimos, em uma partida que expôs fragilidades, mas também mostrou o poder de reação da Seleção.

O primeiro tempo foi de tensão. Bem organizado taticamente, o Japão neutralizou as principais ações ofensivas do Brasil e abriu o placar com Kaishu Sano após um erro na saída de bola brasileira. A vantagem japonesa refletia um jogo em que a equipe asiática conseguiu controlar os espaços e dificultar a criação da Seleção.
Na volta do intervalo, o Brasil mudou de postura. Casemiro empatou de cabeça, recolocando a equipe na partida, e a pressão aumentou à medida que o relógio avançava. Quando a prorrogação parecia inevitável, Gabriel Martinelli apareceu dentro da área aos 50 minutos do segundo tempo para marcar o gol da classificação e levar a torcida brasileira ao delírio.

Além da vaga nas oitavas, a vitória encerrou um longo jejum. Foi a primeira vez desde a Copa de 2002 que o Brasil conseguiu virar um jogo de mata-mata em um Mundial após sair atrás no placar, quebrando um tabu de 24 anos.
Apesar da classificação, o desempenho deixa alertas. A dificuldade para furar a marcação japonesa e os erros defensivos mostram que o Brasil ainda precisa evoluir para seguir sonhando com o hexacampeonato.
O próximo adversário da Seleção será o vencedor do confronto entre Noruega e Costa do Marfim. Depois do susto contra o Japão, o Brasil segue vivo — e consciente de que, no mata-mata, cada detalhe pode definir o destino de uma Copa do Mundo.





