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Gustavo Ziller transforma montanha em metáfora de vida em “Escalando Sonhos”

Gustavo Ziller não escreveu um livro sobre como escalar montanhas. Em Escalando Sonhos, ele usa a montanha como linguagem para falar sobre algo maior: a própria vida.

Conhecido por seu projeto de escalar os pontos mais altos de cada continente  que também virou série no Canal OFF e chegou ao Globoplay, Ziller transforma uma década de experiências em um relato que mistura aventura, introspecção e cotidiano.

Da montanha para dentro

O livro nasce de um impulso natural: escrever. Segundo o autor, a escrita sempre foi parte central dos seus projetos. Mas, ao voltar do Monte Everest, surgiu uma virada de chave.

Em vez de um guia técnico, a escolha foi outra: contar sensações.

Medo, dúvida, coragem, cansaço e recomeços aparecem como elementos principais, criando uma narrativa que aproxima o leitor mesmo sem ele nunca ter pisado em uma montanha.

Uma história sobre ciclos

O projeto final surge da união de dois livros e ganha forma com apoio da Editora Vestígio, consolidando um arco de mais de 10 anos de vivências.

O resultado é um livro que não se apoia no feito, mas no processo.

Entre os episódios marcantes, Ziller relembra momentos extremos como quando ficou dias isolado em uma barraca após um ciclone durante a descida do Everest. Mas o foco não está no risco, e sim no que esses momentos revelam.

Um olhar urbano sobre o extraordinário

Mesmo com experiências em ambientes extremos, Ziller se posiciona de forma clara: não é um atleta fora da curva.

É um cara urbano, que vive a rotina da cidade e encontra nas montanhas um espaço de expansão.

Essa dualidade é o que torna Escalando Sonhos acessível e relevante.

O topo é só uma parte

A principal mensagem do livro quebra a lógica da conquista:

o topo não é o objetivo final.

Para o autor, ele representa apenas uma pequena fração da vida. O restante  a maior parte está no processo, nas tentativas, nos erros e nos caminhos.

Em um tempo obcecado por resultado, Escalando Sonhos propõe o contrário: valorizar o percurso.

Porque, no fim, é nele que a vida realmente acontece.

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