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Horizonte Sonoro leva João Pastor para o fluxo do metrô em BH

O Horizonte Sonoro chega ao seu quinto episódio mergulhando no cotidiano da cidade com um nome em ascensão na cena mineira: João Pastor.

Gravado na Zona Norte de Belo Horizonte, após uma travessia que parte da Estação do metrô Waldomiro Lobo, o episódio traduz exatamente o que o projeto propõe: música em movimento, conectada com o espaço urbano e com as histórias que atravessam a cidade.

Entre o metrô e a mente

Com uma sonoridade que flerta com o jazz, o soul e o pop alternativo, João Pastor apresenta faixas inéditas que antecipam seu próximo trabalho, Novos Ciclos.

“Linha Direta”, uma das músicas performadas, nasce do fluxo cotidiano  o trajeto de metrô, o fone no ouvido e os pensamentos acelerados sobre a vida. Já “Castelinho de Areia” traduz o colapso das certezas e a necessidade de reconstrução.

É sobre deslocamento, físico e emocional.

O cotidiano como narrativa

Mais do que estética, a proposta é conceitual. João transforma rotina em linguagem: o ir e vir da cidade, o cansaço, as dúvidas e os pequenos silêncios ganham protagonismo.

“Acompanhar o dia a dia das pessoas é o mais importante”, afirma o artista.
A música, aqui, funciona como trilha para quem está em movimento.

O episódio também reforça o caráter colaborativo da cena. Ao lado do guitarrista Felipe Nébias, João constrói uma apresentação orgânica, marcada por improviso e sensibilidade.

Sem excesso de produção, o foco é a verdade do momento.

Na pista, dentro do processo

Direção: Diego Ruahn

Produção: Marcela Arrais

Captação e Mixagem: Arthur Seabra 

Making off: Beatriz Berger

Na Pista: LOY

 

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