Djonga: entre propósito, contradição e liberdade artística
No novo episódio do Retrato Falado, Djonga abre mais do que sua carreira — ele expõe processo, conflito e construção. Nascido como Gustavo Pereira Marques, em Belo Horizonte, o artista relembra que, como a maioria dos meninos brasileiros, seu primeiro sonho foi o futebol. Mas um episódio inesperado na infância já indicava outro caminho.
“Me levaram pra ser modelo… mas eu pedi pra cantar”, conta. Aos oito anos, sem entender exatamente o porquê, trocou a passarela improvisada por uma música de Cássia Eller. Não deu certo naquele momento — mas talvez ali já existisse o embrião do artista que viria.
O impacto da realidade
A virada não veio com a música, mas com a percepção do mundo. Ainda jovem, Djonga se deparou com desigualdades que moldariam sua visão e seu propósito.
“Quando comecei a entender o mundo, percebi que ele era injusto.”
Esse entendimento trouxe um desejo quase ingênuo, mas poderoso: enriquecer para ajudar os outros. Com o tempo, a ideia amadureceu, mas o propósito permaneceu — agora traduzido em ação, discurso e posicionamento.

O impacto da realidade
A virada não veio com a música, mas com a percepção do mundo. Ainda jovem, Djonga se deparou com desigualdades que moldariam sua visão e seu propósito.
“Quando comecei a entender o mundo, percebi que ele era injusto.”
Esse entendimento trouxe um desejo quase ingênuo, mas poderoso: enriquecer para ajudar os outros. Com o tempo, a ideia amadureceu, mas o propósito permaneceu — agora traduzido em ação, discurso e posicionamento.

Da imaginação ao palco
Antes mesmo de cantar profissionalmente, Djonga já se imaginava no palco. A música sempre esteve presente, mas ganhou força após um contato marcante com a obra de Cazuza.
“Ali eu entendi que arte também podia ser grito.”
A partir daí, referências diversas começaram a se misturar: MPB, rock, funk, rap. O resultado foi uma identidade artística única, construída entre a sensibilidade e a vivência da quebrada.

Contradição como identidade
Ao longo da entrevista, Djonga deixa claro que sua maior característica talvez seja a recusa em se definir de forma rígida. Ele não busca coerência absoluta — busca verdade.
“Eu gosto de abraçar a contradição.”
Para ele, mudar de ideia faz parte do processo. Questionar, errar, voltar atrás — tudo isso é necessário para seguir evoluindo, tanto como artista quanto como indivíduo.
Liberdade acima de tudo
Essa postura se reflete diretamente em sua música. Mesmo diante de expectativas do público, Djonga não abre mão de experimentar novos caminhos.
“As pessoas esperam sempre o mesmo — eu prefiro mudar.”
Projetos recentes, mais leves e despretensiosos, mostram um artista disposto a explorar outras sonoridades, mesmo que isso signifique críticas.
“Prefiro apanhar e ter liberdade artística.”

Um artista em constante construção
No fim, o Retrato Falado de Djonga revela alguém que não busca respostas definitivas — mas sim movimento. Entre propósito, dúvida e criação, o artista segue construindo sua trajetória sem abrir mão daquilo que considera essencial: autenticidade.
“Esse sou eu. Não tem outro jeito.”

direção: Diego Ruahn
produção: Marcela Arrais
áudio + mix: Arthur Seabra
making of: Beatriz Berger
Na Pista: Wallysson Loyola














