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Wagner Moura faz história no Globo de Ouro com O Agente Secreto

O ator Wagner Moura alcançou um marco inédito para o cinema brasileiro na 83ª edição do Globo de Ouro, realizada neste domingo (11/01) em Los Angeles. Moura foi consagrado Melhor Ator em Filme de Drama por sua performance em O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho — e se tornou o primeiro homem brasileiro a vencer essa categoria na história da premiação.

A vitória de Moura se soma ao sucesso do longa brasileiro, que também levou o troféu de Melhor Filme em Língua Não-Inglesa, consolidando uma dobradinha histórica para o Brasil no Globo de Ouro.

Um feito que reverbera globalmente

Em seu discurso de agradecimento, Wagner Moura falou sobre os temas centrais de O Agente Secreto — memória, trauma e valores — dedicando a conquista a quem mantém seus princípios mesmo em tempos difíceis. “Se o trauma pode ser passado entre gerações, os valores também podem”, declarou o ator ao receber a estatueta.

O prêmio representa também uma importante conquista simbólica: desde 1999, com Central do Brasil, o Brasil não vencia em categorias tão expressivas no Globo de Ouro. A conquista reforça a presença da produção cinematográfica brasileira no cenário internacional e amplifica o impacto cultural do país na temporada de premiações.

O Agente Secreto: trama e reconhecimento

O filme, ambientado no Brasil de 1977 durante a ditadura militar, acompanha Marcelo — interpretado por Moura — um especialista em tecnologia que tenta escapar da perseguição política e proteger sua família em meio a um clima de tensão e paranoia. A obra já recebeu aclamação crítica ao redor do mundo, incluindo prêmios em importantes festivais e reconhecimento por sua profundidade temática e estilo narrativo.

A vitória no Globo de Ouro também coloca O Agente Secreto em posição de destaque na corrida para o Oscar 2026, onde foi selecionado para representar o Brasil como Melhor Filme Internacional.

Repercussão no Brasil

A conquista foi celebrada nacionalmente, com líderes e figuras públicas destacando o momento como um símbolo do reconhecimento global ao talento e à cultura audiovisual brasileiros. A vitória de Moura e do filme dirigido por Mendonça Filho evidencia não apenas a qualidade artística da produção, mas também a capacidade do cinema nacional de dialogar com audiências internacionais

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